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A
HORA ANTES DA HORA |
Quantas
vezes todos nós já não ouvimos falar de -
e até vivenciamos - experiências que desaguam no
velho bordão “prevenir é melhor que remediar”.
Trabalhar no planejamento antevendo o que vem pela frente é,
sem dúvida, um exercício que pode ajudar a reduzir
significativamente uma grande quantidade de adversidades, principalmente
quando se tem informações que se constituem em fortes
indicativos.
Pois bem, a questão energética nacional, um dos
elementos fundamentais para o equilÌbrio das atividades
e da economia do país, sempre é muito discutida
pelo lado da ampliação da oferta mas muito pouco
ou quase nada pelo lado da demanda. Neste caso, refiro-me aos
aspectos de análises e promoção do uso racional
da energia em todos os setores consumidores. Quando focado o uso
racional de energia, a primeira ação deveria estar
ligada à eliminação dos desperdícios
e não do conforto. É nessa direção
que se espera haja uma ação dos setores governamentais,
que até o presente momento ainda não se manifestaram
claramente e de forma objetiva sobre a importante missão.
Os dados que vêm sendo divulgados na imprensa pelos técnicos
do setor demonstram que o consumo de energia voltou a patamares
muito próximos ao do período do pré-apagão
em 2001. Será que vamos ter de ficar somente por conta
das chuvas e do fraco desempenho da economia interna para evitar
um novo colapso no fornecimento de energia, a exemplo do que a
imprensa vem noticiando?
Como já dizia o cantor, “quem sabe faz a hora”...
É uma questão de escolha. E de bom senso. |
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E
depois das chuvas,
o que vem? |
O
aguaceiro transformou a cara do Nordeste, enlameou o Sudeste e
fez estragos no Sul. É tanta água que pode ter gente
imaginando que a chuva do mundo inteiro caiu no Brasil. Isso é
útimo para a agricultura, para as pastagens e para o enchimento
dos lagos das hidroelétricas. No entanto, é bom
não perder de vista, todo toró é passageiro.
Passado o período das chuvas, a realidade nua e crua retoma
a sua marcha. Mas temos um enredo novo desta vez. Se a economia
aquecer as turbinas - como a nação almeja - e as
indústrias passarem a consumir mais eletricidade, voltaremos,
como no passado, a amargar problemas de toda ordem no plano do
abastecimento energético. O apagão ainda está
fresco na memória de todos e o consumo de energia já
alcança novamente índices muito próximos
ao momento anterior do apagão, principalmente o residencial.
Vai daí que seria de bom tamanho que o Estado investisse
num planejamento que motivasse o uso de todas as fontes energéticas
e mostrasse para a população a importância
do combate ao desperdício. Desperdício de água,
de insumos, de eletricidade, de combustíveis. Nunca quanto
agora o país necessitou tanto de campanhas de esclarecimentos
com força para sensibilizar a população que
o desperdício é ruim, um péssimo negócio
para todos. O esbanjamento de hoje vai certamente cobrar um preço
elevado amanhã. Por isso é essencial que o poder
central dê andamento a programas de amparo à energia
alternativa, arma eficaz em favor da natureza, do meio ambiente
e da luta contra o comportamento perdulário de parte da
pessoas.
É aqui que entra a energia solar, em franco processo de
popularização no País, mas que ainda carece
de um maior apoio oficial para poder avançar no mercado.
Trata-se, pois, de uma excelente opção, uma energia
barata, limpa e com qualidades que a tornam indicadas para ajudar
a reduzir a demanda exagerada por eletricidade nos horários
de pico (final da tarde e primeiras horas da noite), aquele no
qual milh¦es de brasileiros entram embaixo do chuveiro e se esquecem
do mundo. Por essas e outras - e à medida que os anos passam
- vai ficando cristalino que os raios solares são, de longe,
a melhor alternativa para o aquecimento da água de uso
doméstico. |
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