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É
muito comum - ou pelo menos era - frases do tipo: isto não
é justo; isto não é sério; isto não
é ético. Ou seja, manifestações em
relação a alguma contrariação ao direito
e ao interesse de alguém que justamente, seriamente, ”eticamente”
as fez por merecer.
Diz a velha frase atribída por muitos ao ex-presidente
francês Charles de Gaulle: “O Brasil não é
um pais sério.”
Com certeza, nenhum brasileiro gosta de ouvir isso. No entanto,
infelizmente, há muita gente que tem atitudes que nos levam
a pensar seriamente na afirmação conferida a de
Gaulle.
Há cerca de 8 anos, inventei o Registro Misturador, hoje
também conhecido por Misturador Solar, produto que soluciona
de maneira simples e com baixo custo a implantação
da rede de água quente na instalação do aquecedor solar. Trata-se de um desenvolvimento revolucionário na
medida em que, graças às virtudes demonstradas pelo
misturador, não é preciso quebrar paredes e azulejos.
Isso viabiliza, portanto, a troca do chuveiro elétrico.
Depositei a patente do produto junto ao INPI - Instituto Nacional
de Propriedade Industrial. O grosso do mercado (digo concorrentes)
sempre soube de nossa invenção e depositou respeito
por ela até recentemente. Mas, pasmem, uma empresa concorrente
decidiu copiar o produto. Como o máximo que a lei nos permitia
era a lavratura de uma notificação, fizemos o que
tinha de ser feito. Contudo, não houve como interromper
a fabricação e a comercialização de
produtos "piratas".
Como outras empresas concorrentes logo se aperceberam que “piratear”
pode ser um bom negócio, porque a lei é falha -
ou, na melhor das hipóteses, lenta -, partiram também
para a cópia, tanto que atualmente são muitos os
fabricantes de sistemas de aquecimento solar que praticam o delito
sem se preocupar com o fato de que o Misturador Solar foi criado
por nós e não gerado ao acaso ou achado na prateleira
de algum supermercado.
Diante desse quadro, é impossivel que qualquer pessoa interessada
na defesa de seus direitos não reflita sobre a abordagem
inicial deste editorial.
Mas não há mal que dure para sempre. O INPI concedeu-nos
em definitivo a patente da invenção do misturador
e, penso, a justiça começará a ser feita.
Infelizmente, os prazos no Brasil são elásticos
demais, de forma que o atual governo precisa urgentemente volver
os olhos para os lados do INPI a fim de estruturá-lo de
forma a dar agilidade aos processos de patentes e registros de
marcas ali depositados, a exemplo do que ocorre em países
mais avançados. Terá de ser assim se quisermos marcar
maior presença no exterior com nossos produtos e, de quebra,
incentivar o desenvolvimento tecnológico nacional. O INPI
é competente, mas sofre com a falta de recursos e com os
préstimos de um quadro de técnicos reduzido, aquém
da real demanda e da necessidade estratégica das empresas
e do próprio país.
Esperamos que as empresas que estão copiando o produto
ou comercializando produtos pirateados coloquem um ponto final
nessa prática condenável, atendendo, inclusive,
às notificações que estão sendo enviadas,
e evitando a instalação de processos desgastantes
e o pagamento de indenizações de grande monta. A
justiça tarda, mas não falta.
Obs: ainda há tempo para fazer valer a honra de ser sério.
Luís Augusto Ferrari Mazzon
Diretor-Presidente da Soletrol. |
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MAIS
DO QUE O SUFICIENTE
Se
você faz apenas o suficiente para “passar por média”,
isso é o que vai acontecer: vai obter resultados na média.
Fazer apenas o suficiente significa parar um pouco antes do que
realmente deveria ser feito para obter sucessos extraordinários.
Na verdade, existe uma diferença mínima entre o
suficiente e um pouco mais do que o suficiente.
Qualquer esforço extra, por menor que seja, vai separá-lo
do resto. Mesmo o menor valor adicional pode ser a diferença
entre ser o número 1 e mais um na multidão.
Fazer só o suficiente não é o suficiente.
Aliás, é um desperdício imenso fazer somente
o suficiente, já que um pouquinho mais poderia lhe trazer
resultados fantásticos.
Fazer apenas o suficiente vai aprisioná-lo numa vida medíocre,
de onde vai ser difícil sair e crescer. Fazer esse mínimo
esforço extra, esse pequeno “algo a mais”:
isso sim é que vai fazer a diferença.
Ralph Marston
ExtraÌdo do Boletim “Crescimento
Pessoal & MotivaÁ„o” da Editora Quantum |
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