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O governo anunciou o fim do racionamento, medida
que vai vigorar a partir do primeiro dia de março,
mas muita gente boa, que entende do riscado, assumiu
uma posição francamente contrária à medida. Brasília
utilizou como argumento a favor do término do
racionamento "as melhorias das condições
hidrológicas e a queda do consumo de energia elétrica".
E passou a jogar com a expectativa de que a demanda
por eletricidade venha a recuar 7% em 2002. "A
população pode gastar, mas não deve", teria
dito o ministro José Jorge, de Minas e Energias.
Seja como for, o fato é que o Brasil não está
livre do "apagão". Seja como for, também,
o fato é que ficou escancarado aos olhos da nação
que a energia alternativa é uma mão na roda quando
se trata de reduzir consumo e cortar custos. Veja-se
o exemplo do aquecimento solar de água, que ampliou
consideravelmente seu leque de usuários porque
se mostrou, nesse sentido (água quente nas tarefas
domésticas), superior à eletricidade. Basta dar
uma corrida de olhos na conta de luz das pessoas
que instalaram aquecedores solares em suas casas.
O aquecimento solar de água representou um papel
de destaque nestes tempos de racionamento, e assim
vai continuar - para o bem do seu bolso e, é claro,
da tranqüilidade e segurança da nação.
Vale ressaltar que o custo da energia será cada
vez maior, e que o consumo de eletricidade nos
horários de pico continuará sendo problemático,
o que, por sua vez, recomenda uma utilização ainda
maior dos aquecedores solares de água, tecnologia
que propicia a substituição do chuveiro, vilão
do horário de pico, segundo palavras do próprio
governo. |
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