ISO
9000, selos, diplomas, testes variados...
Quem
observa as embalagens e os anúncios dos materiais
de construção, volta e meia se depara com informações
desse tipo. Mas, o que de fato atesta a qualidade
de um produto é o certificado de conformidade. Ele
é reservado aos materiais aprovados em testes e
ensaios realizados por cerca de oitenta laboratórios
do país, credenciados pelo Instituto Nacional de
Metrologia (Inmetro).
Para
receber acerte ficção, o produto precisa atender
às regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) "elas estabelecem requisitos mínimos
de desempenho", explica a engenheira civil
Lúcia Alves e Silva, gerente de garantia de qualidade
do laboratório paulista L.A. Falcão Bauer; ou seja,
deve-se cobrar desses produtos a resistência e durabilidade
esperadas. Se eles apresentarem problemas o fabricante
não resolvê-lo, o consumidor pode levar o caso ao
la-boratório certificador, alerta Marco Antônio
Grecco D'Elia, gerente de qualidade do Instituto
de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo
( IPT) "o laboratório não troca as mercadorias,
mas pressiona o fabricante para resolver a falha,
como medida extrema, pode retirar a certificação,
normalmente válida por um ano."
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Nenhuma
dessas garantias existe no caso dos materiais vendidos
sob a chancela das normas ISO 9000.
Elas
informam, apenas, que o processo de fabricação do
produto segue padrões controlados. Material testado
também trata-se de outra coisa. Significa que teve
uma amostra verificada e aprovada, o que não pode
ser estendido a toda a produção. Entre as mercadorias
vendidas pelas 100.000 lojas de materiais de construção
do país, cerca de metade são certificadas, segundo
Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional
dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco).
Pesquisa
realizada pela Anamaco e pelo laboratório L.A. Falcão
Bauer mostra que 95% dos produtos de PVC estão de
acordo com as normas da ABNT. No mercado de revestimento
cerâmico se atingiu a marca de 60%. Mas há outro
lado da moeda. O mesmo levantamento revela que,
apesar de contarem com normas técnicas, 70% dos
tijolos, telhas e blocos cerâmicos não obedecem
às dimensões e especificações previstas.
Matéria
extraída da revista Arquitetura & Construção
de novembro de 1999 da Editora Abril |